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Brasil tem 30 mártires declarados santos

Mortos durante perseguição religiosa, os protomártires tiveram sua santidade reconhecida oficialmente neste domingo

Redação | Segunda, 16 Outubro 2017 14:32
Brasil tem 30 mártires declarados santos

Neste domingo (15) o Papa Francisco presidiu a Santa Missa durante a qual proclamou santos os mártires brasileiros de Cunhaú e Uruaçu. André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 Companheiros agora fazem parte dos santos reconhecidos pela Igreja.

Além dos mártires brasileiros foram também canonizados os protomártires do México, mortos em 1527 e 1529 e o sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto das Filhas da Divina da Divina Pastora,  e o Frade Menor Capuchinho italiano, Ângelo de Acre.

Considerados os primeiros mártires brasileiros André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 leigos foram assassinado, em 1645, em defesa da fé católica, em Cunhaú e Uruaçu (RN).

O martírio se deu em dois ataques, um realizado em Cunhaú e outro em Uruaçu, totalizando 150 pessoas que foram brutalmente assassinadas. Deste total apenas os 30 novos santos canonizados puderam ter seus nomes identificados. Por este motivo apenas estes foram declarados santos durante a cerimônia presidida pelo Papa Francisco.

Em 16 de julho de 1645, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú, localidade do Estado do Rio Grande do Norte, decorria a Missa dominical celebrada pelo pároco, Padre André de Soveral, quando um grupo de soldados holandeses assassinou os fiéis presentes.

O segundo episódio remonta a 3 de outubro do mesmo ano. Após o ocorrido, os católicos de Natal procuraram pôr-se a salvo em abrigos improvisados, mas em vão. Feitos prisioneiros, juntamente com o seu pároco, o Padre Ambrósio Francisco Ferro, foram levados para perto de Uruaçu, onde os esperavam soldados holandeses e cerca de duzentos índios, cheios de aversão contra os católicos. Os féis e o seu pároco foram horrivelmente torturados e deixados morrer entre bárbaras mutilações.

O motivo da perseguição e morte destas pessoas seria a recusa deixar a fé católica para aceitar a fé protestante segundo tais holandeses difundiam, de linha calvinista.

O massacre envolveu pessoas de diversas categorias: dois padres, cinco mulheres, 23 homens. Não somente adultos foram atacados, mas jovens e crianças, incluindo um bebê de dois meses de idade. Um dos homens deste grupo, o camponês Mateus Moreira, teve seu coração arrancado pelas costas. Enquanto estava sendo morto, bradou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

O processo de canonização durou 15 anos e chegou à Congregação das Causas dos Santos por intermédio do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo.

Com informações da Rádio Vaticano.