Papa mostra onde a vida é mais forte que a morte

Gaudium Press | Segunda, 11 Novembro 2019 12:53
Papa mostra onde a vida é mais forte que a morte

Na alocução dominical que o Papa costuma fazer semanalmente, antes da recitação da oração mariana do Angelus, Francisco comentou o Evangelho do 32º Domingo do Tempo Comum procurando responder a uma a uma pergunta que alguém poderia fazer: Depois desta peregrinação terrena, o que será da nossa vida?

Saduceus perguntam: de quem será a esposa?

Segundo Francisco, Jesus oferece um ensinamento sobre a ressurreição dos mortos ao responder a uma pergunta insidiosa dos saduceus, que não acreditavam na ressurreição, no trecho de Lucas (cfr Lc 20,27-38),

A pergunta feita pelos saduceus referia-se a um caso singular: quando houver a ressurreição, de quem será esposa, uma mulher que teve sete maridos sucessivos, todos irmãos entre si, os quais um após o outro morreram?

Conhecem o Universo e são pobres de sabedoria

Referindo-se à resposta de Jesus, Francisco afirmou que " É de grande consolação e esperança ouvir esta palavra simples e clara de Jesus sobre a vida além da morte; é disto de que precisamos no nosso tempo, tão rico de conhecimento sobre o universo, mas tão pobre de sabedoria sobre a vida eterna. "

Pergunta que esconde outra pergunta

Francisco disse que a pergunta feita pelos saduceus, (que não acreditavam na ressurreição) escondia uma outra pergunta: depois desta peregrinação terrena, o que será da nossa vida?

A resposta de Jesus foi que a vida pertence a Deus, o qual nos ama a ponto de unir o seu nome ao nosso. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (vv. 37-38).

Para o Pontífice " A vida subsiste onde há relação, comunhão, fraternidade; e é uma vida mais forte do que a morte quando é construída sobre relações verdadeiras e laços de fidelidade. "

Segundo ele, não há vida onde se tem a pretensão de pertencer somente a si mesmos e viver como ilhas. Nessas atitudes prevalece a morte:

"É o egoísmo. Eu vivo para mim mesmo: estou semeando morte no meu coração."