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Dom Joaquim Mol: “A comunicação não é passiva, ela pacifica, ela constrói a paz”

CNBB | Terça, 18 Maio 2021 10:00
Dom Joaquim Mol: “A comunicação não é passiva, ela pacifica, ela constrói a paz”

A comunicação na Igreja não deve ser passiva, “a comunicação é pacífica, ela pacifica, ela constrói a paz”. Essa é uma das indicações do bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, aos comunicadores, em entrevista publicada no Vatican News, neste domingo da Ascensão do Senhor, 16 de maio, 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. 

Refletindo sobre a mensagem do Papa Francisco para a data, dom Mol afirma que “não dá para fazer comunicação, e ainda mais comunicação da Igreja, do gabinete, do escritório, porque a comunicação não é ajuntamento de informações pura e simplesmente”. A comunicação “não deve ser neutra”, segundo o bispo, destacando a coragem de muitos jornalistas “para fazer uma reportagem que vai gerar consciência nova”.

O presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, colocando como exemplo o Papa Francisco, insiste na necessidade de os comunicadores serem “destemidos naquilo que falamos, nos valores que pregamos, que nascem do Evangelho, da pessoa de Jesus”. Ele defende a necessidade de a Igreja investir mais em comunicação e adverte “que não podem ser chamados de católicos aqueles que praticam” as insídias na comunicação, inclusive contra o Papa Francisco. Faz-se necessário na comunicação da Igreja, segundo Dom Mol, cuidar das linguagens, estar em comunhão com a Igreja, estar comprometida, libertar e não ser passiva.