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Padre Jaime Crowe se despede do Brasil depois de mais de 50 anos de evangelização no Brasil

Padre Jaime Crowe e Eduardo Macgettrick se despedem do Brasil depois de mais de 50 anos de evangelização, mais de trinta deles, dedicados ao bairro do Jardim Ângela, território diocesano muito marcado pela violência e pobreza nos anos 80 e 90.

Redação | Terça, 01 Junho 2021 14:22
Padre Jaime Crowe se despede do Brasil depois de mais de 50 anos de evangelização no Brasil Arquivo Pessoal

Padre Jaime Crowe, 73 anos, um irlandês que vive no Brasil há mais de 50 anos, de sorriso fácil, sotaque ainda bem carregado e ferrenho torcedor do Corinthians, percebeu logo que chegou à Paróquia Santos Mártires, em 1987, a necessidade de combater os mecanismos de exclusão no bairro. Desde então a paróquia tem sido o espaço de ações sociais para a comunidade que vão da assistência ao empreendedorismo.

Divide toda tarefa com padre Eduardo J. Macgettrick (71 anos) – um irlandês muito bem humorado –, a tarefa de evangelizar e administrar os sacramentos e celebrar as missas nas cinco comunidades pertencentes à Paróquia Santos Mártires, além de participarem ativamente e de perto das atividades dos projetos da Sociedade Santos Mártires (ONG sem fins lucrativos).

Criou a Sociedade Santos Mártires fundada em 1988, que é uma associação civil sem fins lucrativos que se especializou em abrigar as demandas da população do Jardim Ângela e região, carente de estruturas assistenciais, os projetos vão da assistência ao empreendedorismo.

Padre Jaime nunca escondeu sua militância e atuação em frentes políticas em que acredita e cobra com veemência as autoridades públicas. Promoveu, inúmeras passeatas e bateu em portas de gabinetes para cobrar melhorias prometidas. Em 1996 ajudou a criar o Fórum em Defesa da Vida, uma iniciativa da sociedade civil organizada e que está abrigada nas dependências da Santos Mártires, com reuniões mensais, que reúnem diversos representantes da comunidade e membros de instituições públicas e privadas para debate e levantamento das necessidades da região.

Padre Jaime já recebeu muitos prêmios, sendo o último deles o Prêmio Dom Paulo Evaristo Arns de Direitos Humanos, em 2016, mas faz questão de deixar claro: “não faço nada sozinho, somos todos responsáveis”, enfatiza sem se gloriar e orgulhoso de todos que o rodeiam.

Decididos a voltar para a terra natal – por questão de idade - deixarão saudade, mas também deixam suas marcas de esperança, fé e caridade nesta porção do povo de Deus do Jardim Ângela e adjacências para sempre.

A diocese de Campo Limpo e o seu clero agradece por todo o serviço ao Reino de Deus prestado neste território. Que a Sagrada Família os abençoe!

 

Leia na íntegra a carta onde os dois padres se despedem do Brasil, clique aqui

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